Oi amigos, amigas, fãs ou curiosos, románticos ou anónimos oferteros de bateas , dá igual, nê? Nos une o mesmo. Me apresento em sociedade: meu nome é Santiago e aos poucos e com muita ajuda de todos comecei a fazer esta página porque a adoro e porque na verdade não tem muito disto na internet, não é?
Tenho 43 jovens anos (um auténtico garotão) e coleciono discos desde aproximadamente o ano 77, ano em que com minhas poupanças comprei meus dois primeiros e queridos vinis “Flecha juventud” e “Rock Nacional”... era um completo desconhecedor de música mas com boas influências familiares .

 

Aprendi a arte de trabalhar com a música graças ao meu irmão, que colocava música em festas de 15 anos, casamentos e desfiles de moda, e em casa com um misturador e duas rústicas bandejas Sincron, com ele começei a gravar minhas primeiras fitas cassettes. Foi assim que,tras seus pasos musicais, fiz também meu caminho de dj... nada a ver com o que acontece agora, viu? Segundo Bernard Hook (baixista de Joy Division, New Order e dj em seu tempo livre, “o deejay é o único trabalhador que cobra por ficar bêbado” (fonte:RS n°95) enquanto , nós quando conseguiamos colocar música em alguma danceteria, por acaso trabalhavamos por dois tostões e a consumação... mas eram outros tempos.

Um dia, nossa paixão teve seu prêmio: entre varios amigos abrimos nossa propria danceteria: “Class disco”, em Villa Allende, Córdoba (Argentina). Foram cinco ou seis cansativos, maravilosos e inolvidaveis anos nos quais além de colocar música e perder muita grana, conhecimos gente, fizemos amigos, contratamos grupos musicais e nos divertimos pra valer.


Depois dessa experiência divertida, comercial e de difícil tránsito familiar, chegou o momento de formar minha propria familia... foi assim que aos poucos fui me afastastando de meus discos (ficaram todos em Class) mas o dia que a danceteria se vendeu voltaram à minhas mãos: não eram tantos, talvez uns 400 ou 500, que foram deambulando por meus armários, depósitos, desvão, baús, etc; enorme era a curiosidades de meus filhos que olhavam de soslaio os grandes “compacts” pretos de papai... até que minha mulher me disse a frase mortal...- “Quando é que você vai jogar todo esse lixo???” Esse foi o dia que me reencontrei com meus grandes e velhos amores redondos, pretos brilhantes como os chama Cris, com todo o seu pó e suas capas desgrudadas... “discos de aqueles” ficou para eles, e devagar naceu isto que de negocio tem pouco mas de paixão... um monte.

Obrigado pela visita e com todo o meu carinho prometo ir melhorando e atualizando esta página, á qual com ajuda de todos agregaremos links, notas, biografías e muitas coisas mais, para que todos nós, os poucos mas cada vez mais amantes do vinil possamos nos contactar, intercambiar e entre todos, aprender um pouco mais. Tchau.

Traducción: Angi Zalduendo

 
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